quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ai, a força de vontade

Hoje vou voltar ao ginásio. Estive um mês sem lá por os pés, porque me fartei. É que como ando no ginásio da escola, só há maquinas, não há daquelas aulinhas fofinhas com várias pessoas a fazer o mesmo e bla bla bla. É que isso era muito mais interessante do que estar a fazer o circuito todo sozinha. 
Mas pronto, tem mesmo que ser. Se quero chegar ao verão com um aspecto minimamente aceitável, há que fazer esforços. 
Ah, e fechar a boca também era muito bem pensado. Ontem comi uma fatia de bolo brigadeiro que me soube pela vida. Hoje apetece-me outra, mas não pode ser.
E agora preciso da vossa ajuda, caros leitores. Quem sabe receitas assim saudáveis e com poucas calorias que não sejam os tão batidos cozidos e grelhados? Ajudem lá esta alma
A mana foi operada ontem para remover os quistos que tinha nas gengivas. Agora só pode comer coisas passadas e frias ainda por cima. Não sei como é que ela conseguiu comer sopa fria ontem ao jantar. blach

Bom dia, bom dia

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desafio #2





A Minharealidade e a Alice ofereceram-me este selinho (: 


E as regras são as seguintes:

1. Escolher 5 blogs com menos de 200 seguidores para atribuir este selo:

Maria Inês do Blogue da metro e meio
Coquinhas do cof cof... coquinhas

Lelita do Péssima Memória



2. Mostrar o agradecimento a quem atribuiu o selo fazendo um link para o seu blog;
3. Colocar o selo no blog. Listar os bloggers a quem se atribui o prémio com os seus links. Deixas comentário nos seus bloggues para que tenham conhecimento do selo;
4. Partilhar 5 factos aleatórios acerca da nossa pessoa que as pessoas ainda não sabem;

O que voces ainda não sabem:

  1. Adoro aqueles chupa-chupas gigantes que se vendem nas feiras
  2. As pessoas que não me conhecem acham que o meu cabelo é pintado e uso lente de contacto azuis
  3. Sou viciada em sapatos
  4. Sou das pessoas mais comilonas que conheço
  5. Sou a única pessoa do meu grupo que não fuma.
Está a dar na TVI no programa "A tarde é sua" a história de uma rapariga que perdeu um filho às 32 semanas de gestação e outro poucos dias antes de dar à luz.
Pretendo ter filhos, mas ainda não tenho. E apesar de nunca ter experimentado a maternidade e não saber como é amar um filho, calculo que seja a maior dor do mundo quando se perde um filho. Muito mais quando se perde dois. Não sei como pode uma pessoa levantar a cabeça e continuar a sobreviver com essa dor.
E além disso, é preciso uma coragem gigantesca para ir a um programa de televisão contar tudo e reviver todos os acontecimentos, que nunca se esquecem.

Eu amo #20

Bom dia, bom dia

Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré.

Sou filha da fraca sorte e não há mais nada a dizer.

Há gente bruta que nem uma porta


E este senhor é um belo exemplo disso. 
Viram o casting da irmã da Luciana Abreu, agora nos Ídolos?
Fui a única a achar o discurso deste senhor (?) demasiado bruto e um tanto descabido? 
Epá, eu compreendo que é um bocado coiso ela ter-se enganado 2 vezes seguidas nas letras. Mas uma coisa é certa, independentemente de ela ter pisado o palco mil vezes, tem sempre o direito de estar nervosa. Tenho a certeza que o problema dela não era não saber a letra, foi mesmo os nervos. Até porque a primeira música que ela cantou fazia parte do reportório da banda onde ela cantava, por isso certamente que sabia a letra. E at+e nem canta mal de todo, já vi o júri a passar pessoas piores. 
E não, não a estou a defender, porque até nem vou muito a bola com ela. É sonsa demais para o meu gosto.
Mas o que é certo é que quando a Luciana foi aos Ídolos, este mesmo senhor também a criticou e falou mal para ela e hoje o talento dela é reconhecido por toda a gente. Provavelmente a Luísa não vai ter tanto sucesso, porque não tem tanto talento, mas não merecia a maneira como foi tratada.
Opiniões.

sábado, 14 de abril de 2012

Eu amo #18

Exercício matinal

Já tomei o pequeno almoço e vou agora pegar na minha bicicleta e vou andar durante 1 hora. Depois venho para casa, fazer uns abdominais e coisas que tais. 
Isto de ter deixado de ir ao ginásio já se nota e bem, por isso ver se começo a fazer alguma coisa por mim a cima, ou estou tramada.
E porque é que eu deixei o ginásio, perguntam vocês. Aqui é uma seca gigante. Como sabem, eu andava no ginásio da escola, que é uma coisa só de cardio e musculação. Aulinhas que é bom, nada. E eu fartei-me de estar ali 90min por dia, dentro de uma sala a ver sempre os mesmo gajos a insuflarem.
Mas tenho que arranjar uma alternativa, senão continuo a crescer para os lados.
Até já

Bom dia, bom dia

É impressionante a capacidade que as pessoas tem de nos desiludir. 
Quando uma relação começa a ser doentia, com ciúmes sem motivo e discussões só porque sim, mais vale deixar para trás. 
Custa-me crer que começaste uma discussão com base numa suposição idiota, sem te preocupares se estavas a ser justo ou não. 
Eu não quero um namorado que faz uma cena de ciúmes porque vou a um jantar de aniversário e depois vou sair com as minhas amigas. Não quero um namorado que vê em tudo, um motivo para discutir e desconfiar de mim. Não quero um namorado que me trate mal e me diga coisas que doem ouvir. 
Só queria que voltasses a ser a pessoa que eu conheci. Mudaste tanto, em tão pouco tempo e eu já não sei lidar com isso.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu amo #17

Quando eu ia para a música

"O tempo passava. Hoje, para mim, esse é o grande mistério.
Antes, naquela idade, iluminado pela luz de outono que chegava depois da chuva e que atravessava as vidraças da Sociedade Filarmónica, eu estava sozinho numa sala com chão de madeira. Havia buzinadelas de trombones ou guinchos de clarinetes que chegavam de outras salas, atravessavam as paredes, mas eu estava no centro de uma calma importante, sentado diante de uma pauta, concentrado, a desenhar notas no ar com dois dedos. Era o solfejo a ondular-me na voz ainda de criança: dó-ó-ó-ó, ré-é-é-é.
Mais tarde, noutra estação, levava para casa uma caixa, parecia uma mala de viagem, e sentia-me solene ao atravessar as ruas com ela. A caixa ia cheia de responsabilidade. Num dia de especial cerimónia, o mestre da música tinha-se baixado até à minha altura para me olhar bem nos olhos e me dizer que, a partir daquele momento preciso, eu era o único responsável por aquele instrumento. No meu quarto, pousava a caixa sobre a colcha da cama feita, abria-lhe o fecho e admirava-me com o saxofone alto. A quantidade de chaves e botões impressionava. Apesar de fosco por anos de uso, apesar de algumas amolgadelas, o seu brilho continuava a ser imponente. Ao longe, trazido pelo vento, é quase certo que o sino da vila dava horas nesse instante.
A banda ensaiava no salão da Sociedade. Em matinés de domingo ou em terças-feiras de Carnaval, eu entrava nesse salão e ficava a ver os bailes, analisava os casais que dançavam e as mulheres que ficavam sentadas, com as malas no colo, bem vestidas, colares, alfinetes talvez de ouro, muito sérias, a seguirem cada passo das filhas. Depois de pagar bilhete, era também aí que entrava para ver filmes projetados num lençol. Nos ensaios da banda, os saxofones altos ficavam na fila da frente, ao centro. Tocávamos as mesmas músicas vezes e vezes, o mestre balançava à nossa frente, o seu corpo seguia a batuta. Então, podia interromper tudo de repente e cantar um pouco para explicar um detalhe ao bombardino: pó-pó-pópópópó. Ou, com frequência, podia irritar-se com as trompas. Perguntava: as trompas estão a dormir?
A flauta era tocada pela rapariga mais frágil. O bombo era tocado pelo rapaz mais forte. A ensaiar no salão ou a marcharmos fardados pelas ruas, o bombo era o coração de um gigante do qual todos fazíamos parte. De manhã cedo, em dia de festa, quando tocávamos arruadas na nossa terra ou em terras próximas, acertávamos o passo pelo bombo. Todos avançávamos com o pé direito ao mesmo tempo. Depois, ao mesmo tempo, todos com o pé esquerdo. Levávamos as partituras presas com molas da roupa a um pequeno retângulo de cartão que nos ficava à frente dos olhos. O mestre da banda seguia lá à frente, orgulhoso e rebiteso, a levar-nos por onde só ele sabia. No céu, estouravam foguetes.
Havia certos lugares, como a Junta ou a Casa do Povo, onde estavam à nossa espera. Então, parávamos e tocávamos uma marcha enquanto hasteavam a bandeira muito devagar. A seguir, quando o mestre dava ordem, saíamos da formação. Os instrumentos maiores eram pousados em algum lugar mais ou menos protegido, formavam uma imagem brilhante, e nós entrávamos em direção a uma mesa. Havia papo-secos cortados ao meio com fiambre ou queijo e havia fatias de bolo. Esperávamos à volta da mesa, a olhar. Depois de recebermos licença, estendíamos um copo de plástico que alguém enchia com sumol. Não havia barulho enquanto comíamos esses lanches. Havia os nossos olhos abertos por cima dos copos. Durante esse tempo, os rapazes que vinham atrás da banda pelas ruas, assomavam-se à porta e ficavam a espreitar. Esse era o momento, achávamos nós, em que tinham pena de não fazer parte da banda.
Nas procissões, tocávamos marchas muito lentas, pesadas, e avançávamos muito devagar. Aprendíamos a intensidade. Quando parávamos de tocar, a caixa continuava a marcar o passo baixinho, atravessávamos ruas cobertas de alecrim, e ouvíamos a voz do padre, amplificada por um microfone, alternada com um coro de viúvas. Além disso, em tardes de muito mais sol, subíamos a coretos de jardins com laranjeiras carregadas e, quando tocávamos algo que se afastasse das marchas e dos pasodobles, acreditávamos que estávamos a ser modernos.
De manhã, quando eu acordava, a minha mãe tinha a farda passada e dobrada à minha espera, a camisa pendurada nas costas de uma cadeira. Os sapatos engraxados.
E o tempo passava. Sem que me apercebesse, de repente, transformava-se na minha vida."